No Brasil, doenças inflamatórias intestinais têm aumento de 15% ao ano

As doenças que causam inflamações no intestino acometem cerca de cinco milhões de pessoas no mundo e não têm cura, segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). Nos últimos anos, o Brasil registrou um aumento de 15% nas doenças dessas patologias.

No quadro Correspondente Médico desta quinta-feira (5), o neurocirurgião Fernando Gomes explica que inflamação na parede do intestino pode levar a doenças muito graves. O médico comenta os principais sintomas.

“Dores abdominais, principalmente cólicas, diarreia crônica, falta de apetite, fadiga e até mesmo perda de peso”, afirma.

O intestino é um importante órgão para o corpo, responsável por fazer a relação com os alimentos (a digestão). Ele retira os nutrientes necessários para o organismo e regula a entrada de água para o corpo. O órgão é dividido entre intestino grosso e delgado.

Quando há uma inflamação mais grave, segundo o médico, o mal-estar atrapalha o dia a dia do paciente com dores e evacuações.

Para identificar as doenças relacionadas ao intestino, Gomes afirma que é necessário a realização de exames clínicos e colonoscopia.

As principais doenças relacionadas ao órgão são: Doença de Crohn, que é uma inflamação, como se fossem feridas (aftas) no intestino. Ela pode atingir parte do intestino delgado e o intestino grosso. O médico cita a retocolite ulcerativa e as colites indeterminadas.

Causas e tratamentos
Gomes afirma que tanto fatores genéticos quantos fatores ambientias podem ser fatores influenciam no surgimento das doenças.

“Existe genética, a questão ambiental, o próprio estresse pode influenciar. Existe uma questão de um sistema imunológico alterado”, afirma.

O neurocirurgião afirma que a mucosa (dentro do intestino), muitas vezes sofre feridas constantes. “Em casos graves, pode provocar uma obstrução intestinal ou perfuração, que é algo muito grave”.

De acordo com Gomes, essas doenças não têm cura, mas com bom tratamento, é possível melhor a vida do paciente, que geralmente são diagnosticados dos 20 aos 40 anos de idade.

“O tratamento basicamente implica em ter um estilo de vida saudável, orientação alimentar e utilização de remédios para que o paciente possa ajudar na questão imunológica”, disse.

Para conscientizar sobre as doenças intestinais a SBCP abraça a campanha Maio Roxo, organizada pelo Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB) e pelas associações de pacientes.

 

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